Assistência Médica
Assistência médica gratuita no exterior
Na hora de
planejar uma viagem ao exterior, ninguém quer saber de ser pego de surpresa por
uma enfermidade ou mesmo se acidentar durante as férias. Até porque, dependendo
do país escolhido, um tratamento de canal ou uma perna quebrada podem custar
mais caro do que as passagens aéreas.
Mas o que
todos devem saber é que os segurados da Previdência Social têm direito a
atendimento médico gratuito nos países que mantém acordos com o Brasil, bastando
contar com o Certificado de Direito à Assistência Médica (CDAM).
O CDAM,
institucionalizado no início da década de 70, oferece assistência médica,
farmacêutica, odontológica, ambulatorial e hospitalar. Isto significa que o
turista fará jus de todos os serviços da rede pública do país visitado como se
fosse um morador local.
Para usufruir
o benefício basta ser segurado da Previdência Social e recolher o imposto do
INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Entre os beneficiários, estão
empregadores, trabalhadores celetistas, autônomos, domésticos, avulsos e
temporários, aposentados, pensionistas e dependentes destes segurados (exceto
funcionários públicos).
A solicitação
do certificado de saúde deve ser feita através de auditorias regionais
veiculadas ao Ministério da Saúde (veja os endereços no site
http://sna.saude.gov.br/cdam/) com alguns documentos em mãos.
O documento é válido no máximo por um ano, podendo haver renovação. Já o período mínimo geralmente é de 30 dias. Vale lembrar que não há qualquer custo para a emissão do certificado que dá direito à assistência médica no exterior.
Seguro-viagem
Já foi o
tempo em que o turista tinha de enfrentar a insegurança de uma reles dor de
barriga ao viajar. Hoje, a oferta de seguros pode tornar menos penosos e
custosos os imprevistos ocorridos durante as viagens. Tanto para trechos
nacionais quanto internacionais, as agências de viagens costumam oferecer
seguro-viagem em seus pacotes.
Porém, antes
de fechar o contrato, certifique-se de que o serviço é adequado às suas
necessidades, informando-se sobre os eventos cobertos. Se for o caso, cogite a
contratação de um cartão de assistência adicional, oferecido por empresas
especializadas.
A maioria
destas empresas oferece cartões para todo tipo de viagem. O plano básico
geralmente consiste em assistência médica, seguro para acidentes pessoais,
cobertura para gastos com medicamentos, assistência odontológica de emergência,
assistência jurídica, indenização por perda de bagagem, auxílio em caso de perda
de documentos ou cartões de crédito e traslado por enfermidade ou acidente.
A principal
diferença do seguro-viagem em relação aos cartões de assistência é que o
pagamento na ocorrência do sinistro é garantido por uma seguradora, que tem de
operar de acordo com a rígida legislação deste segmento.
Muitos
cartões de crédito também oferecem algum tipo de assistência ao turista. Mas
antes de embarcar contando apenas com ele, verifique as restrições junto à
administradora do cartão. Algumas, por exemplo, só dão cobertura a clientes que
tenham pagado a viagem integralmente com o cartão de crédito; outras oferecem
apenas o adiantamento das despesas no exterior, que irão ser cobradas quando a
pessoa retornar ao Brasil.
Assim como plano de saúde e seguro do carro são necessários para pessoas de bom senso, o seguro-viagem também é. Por isso, mesmo diante dos gastos com a viagem, o turista deve resistir ao desejo de economizar uns trocados ao desistir do seguro. Neste caso, o barato pode sair muito caro.